<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481</id><updated>2009-11-07T05:48:52.801Z</updated><title type='text'>O rabo do gato</title><subtitle type='html'>memória de palavras, expressões e outras curiosidades da linguagem da minha terra. sobre o "madeirense".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>600</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-3241596714871765480</id><published>2009-10-28T14:54:00.000Z</published><updated>2009-10-28T16:52:11.270Z</updated><title type='text'>o filho do Gasparinho</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;- "Quem será que vem acolá além?" Depois deste alerta, todos os olhos se fixaram na vereda, curiosos. Toda a gente do sítio se conhecia e bastava um olhar para identificar logo quem percorria a longa vereda, a caminho das Eiras ou já de regresso. Mas dessa vez, estava mais complicado. Quem seria? A curiosidade dos adultos levou-nos a fixar também a vereda em frente, por onde avançava uma figura alta, de cabelo comprido, alourado, e de calças à boca de sino, castanho-avermelhadas.&lt;br /&gt;Enquanto os adultos adiantavam palpites, nós observávamos a misteriosa figura, que andava com passos rápidos e compassados, agora já bem perto da Ribeira.&lt;br /&gt;- "Deve ser o filho do Gasparinho!" O mistério perdeu parte do interesse quando a figura ganhou um nome e nós voltámos à nossa brincadeira, que já não sei qual seria, talvez o jogo da condessa, ou do rei e filhos. Daí a alguns minutos, uma algazarra chamou-nos à realidade.&lt;br /&gt;- "Pensámos que era o filho do Gasparinho!" A minha mãe e a minha tia davam gargalhadas, enquanto falavam com a Maria Justina, afilhada da minha mãe, que acabara de aderir à moda das calças compridas, transformando-se na primeira mulher do sítio a usá-las.&lt;br /&gt;O filho do Gasparinho não vivia no nosso sítio, mas todos os conheciam por se atrever a ter uma aparência diferente: usava cabelo comprido que às vezes amarrava num rabo de cavalo, às vezes ostentava uma barba rala e vestia calças muito largas, à boca de sino. Mais nenhum rapaz conhecido se vestia daquela forma. Ninguém imaginou que a figura esguia de longo cabelo pudesse ser uma mulher; se usava calças era um homem e foi com base nesse pressuposto que tinha decorrido a tentativa de identificação da misteriosa figura que percorria a vereda.&lt;br /&gt;Algum tempo depois deste episódio, o meu pai regressou da Austrália, onde estava emigrado, e trouxe a cada uma de nós um par de calças compridas! De maneira que, no domingo seguinte fomos as três à missa estreando a roupa nova.&lt;br /&gt;Quando íamos a passar na vereda, junto à casa da Maria Justina, ouvimos uma grande algazarra. Ela e as irmãs juntaram-se para nos verem, às gargalhadas, e exclamaram: "Olha os filhos do Gasparinho!" Nós encolhemos os ombros e nada dissemos, mas aprendemos uma importante lição.&lt;br /&gt;Fomos as primeiras do sítio a usar calças compridas, logo a seguir à Maria Justina, confundida com o filho do Gasparinho numa bela tarde de sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-3241596714871765480?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/3241596714871765480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=3241596714871765480&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/3241596714871765480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/3241596714871765480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/o-filho-do-gasparinho.html' title='o filho do Gasparinho'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-5957579673287040493</id><published>2009-10-26T20:23:00.008Z</published><updated>2009-10-26T21:25:48.024Z</updated><title type='text'>um pirolito</title><content type='html'>O homem apontou para a montra dos bolos e pediu: "- Um cone, se faz favor". Olhei para esse local da montra e vi um pirolito. Um pirolito igual aos que eu comia aos sábados à tarde. Todos os sábados da minha infância tinham esse pequeno prazer reservado para a tarde. Juntamente com as compras semanais feitas na venda do Bilho, vinha sempre um saco de papel com três pirolitos, um para cada uma de nós.&lt;br /&gt;O sábado era o dia das limpezas em casa e era também o dia dos pirolitos. Depois de um dia em que não parávamos, porque nesse tempo as crianças ajudavam em tudo desde bem pequenas, aquele bolo oco, cheio de creme, fazia-nos acreditar que todos os esforços na vida tinham direito a recompensa e que era possível viver nesse equilíbrio perfeito entre dificuldades grandes e alegrias maiores.&lt;br /&gt;- "Um cone, se faz favor". O homem repetiu o pedido porque com tanto barulho a empregada não tinha ouvido bem. Eu segui-lhe os gestos, enquanto ela retirou o bolo da montra e o colocou num prato.&lt;br /&gt;- "Isso é um pirolito, não é um cone." Só pensei, não disse. E se eu comesse um? Nem pensar. Há sabores que são únicos porque faziam parte de uma história. Quando os tentamos recuperar, desaparecem para sempre. Por isso, talvez eu ceda a provar todos os bolos daquela montra, ninguém sabe para o que lhe dá, mas os pirolitos não.  Pirolitos, só os dos sábados da minha infância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-5957579673287040493?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/5957579673287040493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=5957579673287040493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5957579673287040493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5957579673287040493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/10/um-pirolito.html' title='um pirolito'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-5004082951864728834</id><published>2009-10-25T17:30:00.003Z</published><updated>2009-10-25T19:03:24.633Z</updated><title type='text'>cada um é como cada qual</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;- "Isto....cada um é como cada qual!" Quem estava ali à volta percebeu que pouco havia a acrescentar à conversa porque contra esta verdade universal não há argumentos.&lt;br /&gt;O grupo falava de situações difíceis de entender, de comportamentos estranhos, vindos de pessoas que até parecem normais, mas o que é isso de ser ou parecer normal, afinal? Um falava de um caso, outro recordava outro, alguém acrescenta mais isto e aquilo e assim ia seguindo a conversa.&lt;br /&gt;A expressão popular "cada um é como cada qual", proferida por uma das pessoas presentes, fez com que os outros assentissem com a cabeça e ficassem calados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-5004082951864728834?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/5004082951864728834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=5004082951864728834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5004082951864728834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5004082951864728834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/10/cada-um-e-como-cada-qual.html' title='cada um é como cada qual'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-774473466008420293</id><published>2009-10-20T13:57:00.006+01:00</published><updated>2009-10-20T21:38:32.991+01:00</updated><title type='text'>prata do cu da gata</title><content type='html'>- "Que lindo!" Admiro o colar e, porque tenho confiança suficiente para isso, pergunto: - "É prata?" A pergunta é mais uma forma de mostrar interesse, e é também movida pela memória das minhas reacções alérgicas a todos os metais que não sejam ouro ou prata.&lt;br /&gt;- "Então não é!? É sim senhora, é prata do cu da gata!"&lt;br /&gt;Perante o meu espanto, pois nunca tinha ouvido tal dito, e sabendo da minha curiosidade por todas as expressões populares, a amiga do lado, aponta para os brincos e esclarece: - "E estes brincos também são de ouro. São de ouro do cu do besouro!"&lt;br /&gt;Conclusão: nem o colar era de prata, nem os brincos eram de ouro. Um e outro boas imitações e toca a andar, o que interessa é o efeito e quer um quer outros chamavam bem a atenção e cumpriam o seu papel, bem conjugados com a indumentária da ocasião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-774473466008420293?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/774473466008420293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=774473466008420293&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/774473466008420293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/774473466008420293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/10/prata-do-cu-da-gata.html' title='prata do cu da gata'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-1004460064934428678</id><published>2009-10-19T13:53:00.014+01:00</published><updated>2009-10-19T15:57:17.476+01:00</updated><title type='text'>esgrifada</title><content type='html'>- "Não é preciso falares com uma voz tão esgrifada."&lt;br /&gt;Era a terceira vez que se ouvia a reprimenda, mas a voz continuava alta, num tom bastante agudo, denotando nervosismo, irritação. Talvez não passasse de hábito e talvez a pessoa não se apercebesse do quanto a sua voz fugia do tom normal e se tornava dificil de suportar.&lt;br /&gt;- "Oh mulher, nós não somos surdos. Fala mais devagar." Este devagar significa mais baixo e não mais lentamente.&lt;br /&gt;Já ouvi várias vezes o adjectivo "esgrifada" referindo-se ao tom de voz muito alto, exageradamente agudo, que fere o ouvido. Mas recentemente, também ouvi a expressão referindo-se à pessoa que perde a paciência, que se enerva, que fica alterada perante uma determinada situação.&lt;br /&gt;Uma pessoa enervada, irritada, tem tendência a subir a voz; é certo rambém que a voz reflecte logo o estado emocional de uma pessoa.&lt;br /&gt;Todos nós já ficámos "esgrifados". Eu já fiquei muitas vezes mas confesso que cada vez fico menos. Não por existirem menos coisas que me irritem mas por uma questão de atitude. Não se deve gastar energia com o que não vale a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-1004460064934428678?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/1004460064934428678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=1004460064934428678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/1004460064934428678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/1004460064934428678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/10/esgrifada.html' title='esgrifada'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-3024674891927356567</id><published>2009-10-13T23:05:00.011+01:00</published><updated>2009-10-14T00:33:26.476+01:00</updated><title type='text'>também eu</title><content type='html'>- "Também eu. Como na história do porco!" A história do porco? Já não me lembrava da história do porco, tantas vezes repetida durante a infância, na tentativa de apanhar a outra pessoa distraída. Primeiro instruíamos a outra pessoa no sentido de responder "também eu" a tudo o que disséssemos. Depois era só ir dizendo o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fui à serra e encontrei um porco.&lt;br /&gt;- Também eu&lt;br /&gt;- Trouxe o porco para casa.&lt;br /&gt;- Também eu.&lt;br /&gt;- Deitei-lhe comer.&lt;br /&gt;- Também eu.&lt;br /&gt;- O porco cagou.&lt;br /&gt;- Também eu.&lt;br /&gt;- O porco comeu.&lt;br /&gt;- Também eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que depois de terem caído uma primeira vez, as pessoas ficavam muito atentas e às últimas duas perguntas já respondiam: "Também o meu". Nessa altura o jogo perdia a piada. Era preciso esperar uns tempos, e num belo dia, tentar apanhar a pessoa desprevenida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-3024674891927356567?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/3024674891927356567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=3024674891927356567&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/3024674891927356567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/3024674891927356567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/10/tambem-eu.html' title='também eu'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-420082512943496524</id><published>2009-10-11T20:50:00.000+01:00</published><updated>2009-10-11T22:30:14.188+01:00</updated><title type='text'>Vai p'ró calhau</title><content type='html'>Perante uma provocação, o velhote, com mais de oitenta anos, reage: - "Vai p'ró calhau!"&lt;br /&gt;Mas di-lo a sorrir e o jovem que o provocara também sorri e vê-se que são amigos. Dita neste contexto, a expressão perde o peso original, bastante negativo.&lt;br /&gt;Há muito tempo que não ouvia a expressão "Vai para o calhau" e recuo no tempo. A minha avó chamava às pessoas de pouco valor "garotos do calhau". Ser do calhau era, sem dúvida, muito negativo. E mandar alguém para o calhau era o mesmo que dizer-lhe: não vales nada, vai para o lugar onde na verdade pertences.&lt;br /&gt;O tempo parecia ter apagado estas memórias mas o velhote, com a sua expressão bem humorada, ajudou-me a recuperá-las. De repente vejo a minha avó de lenço enramado na cabeça, despejando para um poio a água com que lavara a pesada panela de ferro onde cozia o milho. E no meio desse trabalho doméstico, com a cabeça branca ligeiramente de lado, olhando para mim que não páro de a seguir, pede-me para nunca dizer palavrões: "quem diz palavrões são os garotos do calhau."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-420082512943496524?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/420082512943496524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=420082512943496524&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/420082512943496524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/420082512943496524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/10/vai-pro-calhau.html' title='Vai p&apos;ró calhau'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-8070220212587713859</id><published>2009-10-10T22:41:00.006+01:00</published><updated>2009-10-14T00:36:23.584+01:00</updated><title type='text'>o primeiro figo...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/StUO7EhMdyI/AAAAAAAABkA/Q06VFlRHFFA/s1600-h/Outubro-Novembro+2008+261.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/StUO7EhMdyI/AAAAAAAABkA/Q06VFlRHFFA/s400/Outubro-Novembro+2008+261.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392232536834078498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quase no intervalo e Portugal estava a ganhar por um - zero. Mas ninguém cantava vitória, todos na expectativa do resultado, afinal faltava ainda muito tempo de jogo e deitar foguetes podia azarar. Não se deve deitar foguetes antes da festa.&lt;br /&gt;- "O primeiro figo é dos melros", afirma a minha mãe em jeito de justificação para a pouca euforia. Queria dizer que o primeiro não é contado, tal como os agricultores não podem contar com a primeira fruta. A seguir é que seria a sério. E foi!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-8070220212587713859?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/8070220212587713859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=8070220212587713859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8070220212587713859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8070220212587713859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/10/o-primeiro-figo.html' title='o primeiro figo...'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/StUO7EhMdyI/AAAAAAAABkA/Q06VFlRHFFA/s72-c/Outubro-Novembro+2008+261.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-4563244434236151651</id><published>2009-09-29T13:05:00.007+01:00</published><updated>2009-09-29T13:33:41.504+01:00</updated><title type='text'>anedota do marido corno</title><content type='html'>Espero calmamente pela minha vez e não consigo deixar de ouvir as conversas à minha volta. O cabeleireiro é talvez o sítio mais fértil em conversas da face da terra. Enquanto lhe arranjam a preceito os caracóis de uma mise, uma professora reformada contou a seguinte anedota.&lt;br /&gt;Era uma vez um homem que decidiu emigrar para a Venezuela porque a vida aqui estava muito difícil. Antes de ele embarcar avisou a mulher para se comportar bem, pois caso contrário nascer-lhe-iam cornos na cabeça.&lt;br /&gt;O homem lá foi à sua vida e regressou uns anos depois. A mulher foi ao cais esperá-lo, naquele tempo era assim, era tudo de barco. Quando ela avistou o marido, viu que ele vinha de chapéu na cabeça e já ficou toda preocupada. Ora, quando ela chegou ao pé dele, não fez mais nada, levantou-lhe uma pontinha do chapéu. E então disse, enquanto baixava o chapéu: "Ah, seu mentiroso!"  Já viu, em vez de estar calada, foi dizer aquilo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-4563244434236151651?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/4563244434236151651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=4563244434236151651&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/4563244434236151651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/4563244434236151651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/anedota-do-marido-corno.html' title='anedota do marido corno'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-604489670136435678</id><published>2009-09-26T20:47:00.002+01:00</published><updated>2009-09-29T13:04:05.560+01:00</updated><title type='text'>ficar malhadiço</title><content type='html'>" - Olha que ele pode ficar malhadiço". Quem avisa tem a sabedoria do tempo e dos antigos ensinamentos populares.&lt;br /&gt;Quando se repreende muito uma pessoa, corre-se o risco de ela se habituar e, em consequência, deixar de reagir às repreensões. A isso o povo chama "ficar malhadiço" e nesse caso, repreender ou não dá na mesma, malhar e não malhar, o resultado é igual.&lt;br /&gt;A expressão aplica-se no caso das crianças mas também em relação a pessoas adultas e eu nunca tinha reparado nela. Mas é verdade, as pessoas habituam-se a tudo e quando mais se habituam mais imunes ficam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-604489670136435678?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/604489670136435678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=604489670136435678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/604489670136435678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/604489670136435678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/ficar-malhadico.html' title='ficar malhadiço'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-5793125596810053858</id><published>2009-09-23T14:22:00.000+01:00</published><updated>2009-09-28T14:31:37.979+01:00</updated><title type='text'>quadras populares</title><content type='html'>Minha mãe p'ra me casar prometeu-me quatro ovelhas&lt;br /&gt;depois de me ver casada&lt;br /&gt;deu-me uma cega, uma cambada&lt;br /&gt;e outra môcha sem orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe p'ra me casar&lt;br /&gt;prometeu-me quanto tinha&lt;br /&gt;depois de me ver casada&lt;br /&gt;deu-me os panos da cozinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe mandou-me à lenha&lt;br /&gt;eu fui ao mar me lavar&lt;br /&gt;minha mãe deu-me uma malha&lt;br /&gt;c'agulha d'arremendar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe mandou-me à lenha&lt;br /&gt;fui p'ra rocha apanhar feno&lt;br /&gt;Minha mãe deu-me uma malha&lt;br /&gt;coitado quem é pequeno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe é minha amiga&lt;br /&gt;dá-me pão com bacalhau&lt;br /&gt;quando eu a faço reinar&lt;br /&gt;dá-me uma malha c'um pau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadras recolhidas no Sítio da Ribeira dos Pretetes - Caniço, a 18-02-1986&lt;br /&gt;Cantigas cantadas em diversas ocaisões, sempre ao som do brinco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-5793125596810053858?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/5793125596810053858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=5793125596810053858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5793125596810053858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5793125596810053858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/quadras-populares.html' title='quadras populares'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-2970393951660573493</id><published>2009-09-20T19:11:00.002+01:00</published><updated>2009-09-28T14:10:20.514+01:00</updated><title type='text'>trédia</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;"- A menina tem só três meses mas está tão trediazinha. Dá gosto ver!"&lt;br /&gt;Percebi que "trédia" é um adjectivo positivo, lisonjeiro. Mas o verdadeiro significado escapava-me. Nunca antes o tinha ouvido, coisa que a minha mãe achou logo impossível: "Toda a gente sabe o que é. Já deves ter ouvido e não te lembras."&lt;br /&gt;"Trédia" significa esperta, bastante desenvolvida. Com tão pouca idade, a bebé a que se referia já se ponha toda direitinha, levantando bem a cabeça para perceber tudo à sua volta, fixando as pessoas, parecendo entender tudo, "como uma pessoa velha".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-2970393951660573493?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/2970393951660573493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=2970393951660573493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/2970393951660573493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/2970393951660573493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/tredia.html' title='trédia'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-1423820785988608138</id><published>2009-09-15T19:20:00.008+01:00</published><updated>2009-09-15T20:04:42.118+01:00</updated><title type='text'>estão irritando</title><content type='html'>&lt;p&gt;Acho que já tinham sido trocadas algumas palavras amigáveis entre os dois desconhecidos que por um dia se tornaram vizinhos de piquenique. Talvez tivessem comentado alguma coisa sobre o tempo enquanto faziam brasas para a espetada, quem sabe tivessem trocado algumas palavras sobre a qualidade da lenha que foram recolhendo, provavelmente em relação ao local onde podiam ter acesso a água. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;As horas da refeição coincidiram e quando as espetadas estavam praticamente no fim, o vizinho de piquenique aproximou-se com uma prata, que estendeu de forma convidativa. Estava cheia de chicharros miudos, muito bem fritos, daqueles que parecem nem ter espinhas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O vizinho olhou, comentou que tinha comido muito, mas mesmo assim não resistiu aos chicharros. - "Estão iritando!", justificou. Os chicharros estavam irritando porque provocavam o apetite, chamavam a atenção, despertavam o interesse, era impossível ressistir-lhes. O que é irresistível irrita, está bem visto, sim senhor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-1423820785988608138?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/1423820785988608138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=1423820785988608138&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/1423820785988608138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/1423820785988608138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/estao-irritando.html' title='estão irritando'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-5669072968071153672</id><published>2009-09-14T14:52:00.005+01:00</published><updated>2009-09-14T15:35:44.136+01:00</updated><title type='text'>fazer-se uma mulher</title><content type='html'>- "Ela hoje está se fazendo uma mulher."&lt;br /&gt;Resistiu à tentação de uma praia cheia de sol, de um filme interessante no cinema, de um encontro de amigos no café. Em vez de sair, ficou em casa arrumando: fazendo camas, limpando pó, varrendo, lavando... Isto é, em linguagem popular, "fazer-se uma mulher".&lt;br /&gt;Embora os tempos sejam outros e cuidar da casa já não seja atributo exclusivo das mulheres, pelo menos em teoria, esta expressão continua a ser usada.&lt;br /&gt;Na cabeça dos mais antigos - e, infelizmente, ainda na cabeça de muitos novos - arrumar, limpar, cozinhar, varrer e lavar, são tarefas femininas e pronto, não há mais conversa.&lt;br /&gt;É uma ideia que terá decair em desuso, não há outra solução. O problema é que é bem mais facil as expressões da linguagem cairem em desuso. As ideias demoram muito mais tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-5669072968071153672?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/5669072968071153672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=5669072968071153672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5669072968071153672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5669072968071153672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/fazer-se-uma-mulher.html' title='fazer-se uma mulher'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-2798492981820634946</id><published>2009-09-13T23:28:00.007+01:00</published><updated>2009-09-14T00:11:10.986+01:00</updated><title type='text'>quando as Desertas anunciam chuva</title><content type='html'>- "Olha, vai chover!" Olhei. Ao fundo, as Desertas estavam muito claras e pareciam bem mais próximas do que o normal. Apetecia estender a mão até as tocar.&lt;br /&gt;- "Quando as Desertas estão assim é sinal de chuva." Olhei uma vez mais, admirando a beleza da paisagem, tentando esquecer o incómodo do calor. Chuva?&lt;br /&gt;Veremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-2798492981820634946?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/2798492981820634946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=2798492981820634946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/2798492981820634946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/2798492981820634946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/quando-as-desertas-anunciam-chuva.html' title='quando as Desertas anunciam chuva'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-8176943919398559002</id><published>2009-09-11T21:43:00.001+01:00</published><updated>2009-10-14T00:40:13.802+01:00</updated><title type='text'>entrar e sair pela mesma porta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/StUPwwQjT4I/AAAAAAAABkI/Wnq_83EZ2WE/s1600-h/Setembro+2009+227.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/StUPwwQjT4I/AAAAAAAABkI/Wnq_83EZ2WE/s400/Setembro+2009+227.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392233459108499330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diz a superstição popular que devemos entrar e sair pela mesma porta na primeira vez em que vamos a um local. Se entrarmos por uma porta e sairmos por outra, nunca mais lá voltaremos.&lt;br /&gt;Nas casas de antigamente era fácil entrar por uma porta e sair por outra, havia sempre várias divisões com comunicação para a rua.&lt;br /&gt;Assim era também na casa da minha infância, uma pequena casa rectangular de quatro quartos. Três desses quartos tinham saída para o exterior, gerando um sem número de possíveis entradas e saídas diferentes: podia-se entrar pela cozinha e sair pela sala; entrar pela sala e sair por um quarto; entrar pelo quarto e sair pela cozinha; entrar pela sala e sair pela cozinha; entrar pelo quarto e sair pela sala e sei lá mais quantas combinações.&lt;br /&gt;Na casa deste tempo adulto e confuso, há apenas uma porta para a rua. Uma única possibilidade de entrada, a mesma única possibilidade de saída. Voltar não está dependente de qualquer superstição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-8176943919398559002?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/8176943919398559002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=8176943919398559002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8176943919398559002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8176943919398559002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/09/entrar-e-sair-pela-mesma-porta.html' title='entrar e sair pela mesma porta'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/StUPwwQjT4I/AAAAAAAABkI/Wnq_83EZ2WE/s72-c/Setembro+2009+227.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-8785017180355888699</id><published>2009-08-29T20:46:00.001+01:00</published><updated>2009-08-30T21:10:57.183+01:00</updated><title type='text'>promenecer</title><content type='html'>-"Deram-me esta flor, mas ela não promenece. Ela quer um lugar mais quentinho, isto aqui é frio."&lt;br /&gt;A planta que não promenece é aquela que não se desenvolve. Mantém-se viva, mas não deita rebentos, não se enche de flores, fica para ali sem se adaptar ao lugar e sem obter o viço que dela se esperava. Por mais que a pessoa se esforce, nada parece resultar. A planta não promenece e pronto. Por vezes, a jardineira desespera, muda-lhe a terra, experimenta um local com mais sol, depois outro com mais sombra, às vezes poda-lhe pequenos ramos ou experimenta outros truques ensinados por vizinhas também amantes de flores. Nada. A flor não promenece.&lt;br /&gt;Tentando encontrar uma palavra a partir da qual o povo pudesse ter construído esta, lembro-me de permanecer, mas o sentido é exactamente o oposto. Não sei.&lt;br /&gt;Mas sei que os jardineiros não devem culpar-se destas flores que não promenecem, apesar de todos os cuidados. Nem tudo está destinado a crescer, nem tudo pode ser compreendido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-8785017180355888699?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/8785017180355888699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=8785017180355888699&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8785017180355888699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8785017180355888699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/promenecer.html' title='promenecer'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-3923886244277163962</id><published>2009-08-28T20:34:00.013+01:00</published><updated>2009-08-28T21:29:12.773+01:00</updated><title type='text'>a manta é linda, mas....</title><content type='html'>-"A manta é linda, mas..." Não falávamos de nenhuma manta, mas de algo que seria demasiado caro, inacessível aos nossos bolsos, já não sei se era uma casa ou uma grande viagem. A expressão foi utilizada por uma pessoa do centro do Caniço e, segundo me explicou, terá nascido nos tempos em que os adelos de Gaula percorriam a freguesia, vendendo mantas, lençóis, toalhas, tecidos, cobertores e tudo o mais para o arranjo da casa e sobretudo para o dote das raparigas.&lt;br /&gt;Numa dessas passagem do adelo, enquanto se abriam colchas e mantas, e as raparigas largavam o bordado e se juntavam à volta desses objectos com cheiro a novo, olhando e cobiçando, alguém terá dito "A manta é linda, mas....", ficando subentendido o resto da frase "não tenho dinheiro para isso, é muito caro para o meu bolso."  As expressões que o povo perpetua têm por vezes esta simplicidade desconcertante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-3923886244277163962?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/3923886244277163962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=3923886244277163962&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/3923886244277163962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/3923886244277163962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/manta-e-linda-mas.html' title='a manta é linda, mas....'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-7183759837241416977</id><published>2009-08-27T19:33:00.007+01:00</published><updated>2009-08-27T20:52:06.468+01:00</updated><title type='text'>dar e levar palha</title><content type='html'>No tempo em que o namoro se limitava a um jogo de olhares à distância, era muito comum os rapazes "levarem palha".&lt;br /&gt;Iam pedir as raparigas sem sequer terem falado com elas, que remédio. Normalmente eram recebidos pelo pai da moça que os mandava voltar uma semana depois para saberem qual a resposta. Nesse entretanto, o pai transmitia à filha que fulano ou sicrano a tinha ido pedir e no caso de ela aceitar, quando o rapaz ia buscar a resposta já ficava para a ceia em casa da rapariga com quem passava a "andar para casar". Mas quando a rapariga não aceitava, porque tinha outro na ideia e no coração ninguém manda, o rapaz tornava-se alvo de chacota de todo o sítio: tinha levado palha.&lt;br /&gt;No mesmo dia já todos sabiam da rejeição e divertiam-se lembrando o sucedido até á exaustão. Lembro-me de ouvir contar que um certo rapaz, desolado, vinha ainda no caminho de regresso da casa da rapariga, quando começou a ouvir os outros rapazes em alta gritaria, anunciando ao mundo: "Puuu, Puuu, Leva Palha. Puuu, Puuu, Leva Palha."&lt;br /&gt;Um outro rapaz, também recusado pela jovem que o seu coração elegera, foi brindado no dia seguinte de manhã, com um longo carreiro de palha, estendida ao longo de toda a vereda entre a sua casa e a casa da rapariga. Todo o sítio ficou de imediato a saber tanto do pedido como da recusa da jovem e esse passou logo ao assunto do momento, passando de boca em boca a uma velocidade vertiginosa, e com pomenores acrescentados porque quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto.&lt;br /&gt;As raparigas mais  bonitas e prendadas chegavam a ser pedidas por quase todos os rapazes do sítio, talvez à excepção daquele que de facto lhes interessava, porque a vida está repleta destes desencontros incompreensíveis. Tornavam-se especialistas em dar palha, enquanto esperavam e esperavam. Havia também as que davam palha por esquisitisse, colocavam defeitos em todos, ora isto ora aquilo, e por vezes acabavam por ficar sem nenhum, de pés amarelos o resto da vida.&lt;br /&gt;Não sei a origem das expressões "dar palha" e "levar palha". Tratar-se-à de uma alusão aos burros, que comem palha? Sempre julguei ser esta a explicação, mas nunca a pude confirmar, é uma simples suposição minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-7183759837241416977?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/7183759837241416977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=7183759837241416977&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/7183759837241416977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/7183759837241416977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/dar-e-levar-palha.html' title='dar e levar palha'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-8787421678361810947</id><published>2009-08-26T00:20:00.009+01:00</published><updated>2009-08-26T20:05:42.506+01:00</updated><title type='text'>Os calitres</title><content type='html'>A bem mais de meio caminho entre a nossa casa e o centro da freguesia da Camacha, existia uma área com eucaliptos. Era logo a seguir à estrada do cemitério, quando esta se entroncava com a estrada principal, que começava a zona dos eucaliptos, quer num, quer no outro lado do caminho.&lt;br /&gt;Muitas pessoas do nosso sítio, nos limites das serras do Caniço, optavam por ir à Camacha à missa, às festas, ao centro de saúde, ou às compras, porque o caminho era bem mais fácil de percorrer a pé do que a ligação ao centro da nossa freguesia.&lt;br /&gt;As pessoas cruzavam-se no caminho, umas na ida, as outras no sentido inverso, já de regresso a casa, e mais tarde esses encontros eram comentados: - "Encontrei a Rosairinha quando se ia para a Camacha." - "Onde é que ela vinha?" - "Vinha nos Calitres".&lt;br /&gt;Os Calitres. Sempre que passámos aí, tínhamos a tendência de apanhar bagas para jogar às pedrinhas, de preferência todas do mesmo tamanho. Eu também gostava porque cheirava a fresco, nessa altura nem sequer sabia o verdadeiro nome dessas enormes árvores. Todos diziam calitres, só os livros, mais tarde, traziam a palavra "eucalipto" em vez de calitre.&lt;br /&gt;Voltei, recentemente, a ouvir a palavra calitre e revivi estas idas à Camacha, sobretudo aos domingos quando a seguir à missa era obrigatório dar umas voltinhas na Achada, na altura uma autêntica atracção, local onde se trocavam olhares que por vezes resultavam em namoro.&lt;br /&gt;Deixei-me transportar até aos "calitres" da Camacha porque era esses que tinha na memória, mas a pessoa que utilizou a expressão estava na verdade a falar de uma zona do Caniço, um bocado depois da farmácia e um bocadinho antes do actual Centro de Saúde, na estrada que vem até às Figueirinhas. Não interessa que já não existam eucaliptos, que agora existam apenas apartamentos, aquela zona continua a ser "os calitres".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-8787421678361810947?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/8787421678361810947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=8787421678361810947&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8787421678361810947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8787421678361810947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/os-calitres.html' title='Os calitres'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-4539016782168391001</id><published>2009-08-25T15:17:00.006+01:00</published><updated>2009-08-26T15:44:38.497+01:00</updated><title type='text'>é uma consciência!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Este é um bom exemplo de uma expressão popular que significa exactamente o contrario. Quando se diz "É uma consciência", na verdade o que estamos a dizer é que é uma falta de consciência. Trata-se de  uma forma de lamentar um facto ou uma situação difícil de comprrender, pois o inverso é que seria de esperar. É uma expressão que pode ser utilizada com propriedade, por exemplo, quando se vê alguém a esbanjar recursos em algo desnecessário, quando eles fazem falta para algo realmente importante. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em tempos de crise, não só económica, mas cada vez mais também ao nível dos valores e das relações humanas, esta expressão poderia ser usada dezenas de vezes ao longo de um só dia. Só não se ouve essas vezes todas porque a linguagem falada evolui e as velhas expressões são substituídas por outras, novas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-4539016782168391001?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/4539016782168391001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=4539016782168391001&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/4539016782168391001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/4539016782168391001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/e-uma-consciencia.html' title='é uma consciência!'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-6628194284045727023</id><published>2009-08-22T10:29:00.023+01:00</published><updated>2009-08-27T20:56:20.395+01:00</updated><title type='text'>para não morrer "afogado"</title><content type='html'>Antigamente, toda a gente levava muito a sério o facto de uma criança nascer com o cordão umbilical à volta do pescoço. Essa circunstância determinava de imediato o nome do bebé: se fosse Menina, chamar-se-ia Maria José; se fosse rapaz, o nome tinha de ser José Maria.&lt;br /&gt;Ninguém colocava em questão este hábito antigo, se tivessem outro nome pensado, paciência, abdicavam dele e optavam pela junção mágica de Maria e de José, conforme o sexo da criança. O que era realmente importante, era garantir que a criança ficaria protegida e já não morreria "afogada".&lt;br /&gt;As pessoas diziam "afogada" mas nesta utilização popular o adjectivo significa na realidade sufocada, numa alusão à imagem do cordão, rodeando o pescoço.&lt;br /&gt;Numa época mais recente, a superstição simplificou-se e reparei em meninas com o nome José e rapazes com o nome Maria a seguir a outros nomes proórpios, Catarina ou Antonio, e tantos outros.&lt;br /&gt;Com o tempo, a tendência será para esquecer completamente a superstição. Apercebi-me disso quando há dias assisti à conversa de um casal amigo, cuja filha nasceu com o cordão umbilical à volta do pescoço. O pai quer cumprir a tradição e colocar o nome José a seguir ao primeiro nome, mas a mãe não acredita nessas coisas e insiste noutra combinação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-6628194284045727023?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/6628194284045727023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=6628194284045727023&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/6628194284045727023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/6628194284045727023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/nascer-com-o-cordao-volta-do-pescoco.html' title='para não morrer &quot;afogado&quot;'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-8955256158503311735</id><published>2009-08-16T18:32:00.000+01:00</published><updated>2009-08-19T19:14:36.026+01:00</updated><title type='text'>primos filhos de irmãos</title><content type='html'>No adro da igreja, no espaço à frente do bazar e mais à frente junto às barracas, multiplicam-se os encontros proporcionados pelo arraial da paróquia.&lt;br /&gt;É altura de rever as pessoas mais idosas, que por dificuldades várias já só se deslocam à igreja no dia da Festa, com a ajuda de familiares. É altura de rever pessoas que já não vivem no sítio, mas que voltam no dia da Festa da padroeira, e gostam de ir no dia seguinte apreciar o tapete do Senhor. É, sobretudo, altura de rever os emigrantes da terra, alguns vindos da "América", outros da Venezuela, mais outros da Austrália, alguns da Inglaterra...&lt;br /&gt;Foi por entre os inúmeros encontros proporcionados pela Festa deste ano, que ouvi o seguinte esclarecimento: "Sêmos primos filhos de irmãos". A explicação, dada a alguém mais jovem que tinha perguntado se as duas pessoas eram familiares, prosseguiu para um nível mais elevado de precisão, as mães eram irmãs.&lt;br /&gt;Sempre ouvi esta expressão, mas ali, no meio do arraial, com vozes e música misturadas, e cores e cheiros de espetada, e flores já estragadas pelo chão, pois a procissão já acabara, descobri-lhe um encanto diferente e decidi inclui-la nesta recolha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-8955256158503311735?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/8955256158503311735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=8955256158503311735&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8955256158503311735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/8955256158503311735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/primos-filhos-de-irmaos.html' title='primos filhos de irmãos'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-1951439203573737217</id><published>2009-08-14T15:34:00.011+01:00</published><updated>2009-08-25T10:35:59.096+01:00</updated><title type='text'>licor de amora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/SpOwcuDBOOI/AAAAAAAABek/VTUI50SshkM/s1600-h/Agosto-Setembro+2008+261.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/SpOwcuDBOOI/AAAAAAAABek/VTUI50SshkM/s400/Agosto-Setembro+2008+261.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373832787826653410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" - Sim, tudo bem. Olha, como é que se faz licor de amora?" Este era o único objectivo do telefonema e eu achei piada. Todos os anos recebo telefonemas a perguntar a receita de um licor qualquer. Sou a especialista dos licores entre os amigos.&lt;br /&gt;E para todos os amigos do "Rabo do gato" aqui deixo então a receita que acabo de dar ao telefone. - "Deita meio litro de aguardente num frasco de boca larga. Depois pega nas amoras bem lavadas e deita-as lá para dentro. Não é preciso uma quantia certa, deita até ficarem ao mesmo nível da aguardente." Fecha-se o frasco e guarda-se até perto do Natal.&lt;br /&gt;Nessa altura, faz-se uma calda com meio litro de água e meio litro de açúcar, que se deixa ao lume durante uns vinte minutos e depois se deixa arrefecer. Então, vai-se buscar o frasco com a aguardente e as amoras, coa-se o líquido, junta-se à calda e mistura-se bem. E pronto. Basta deitar numa garrafa bonita e servir às visitas da Festa. Fica uma delícia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-1951439203573737217?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/1951439203573737217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=1951439203573737217&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/1951439203573737217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/1951439203573737217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/licor-de-amora.html' title='licor de amora'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/SpOwcuDBOOI/AAAAAAAABek/VTUI50SshkM/s72-c/Agosto-Setembro+2008+261.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7909481.post-5381690264506373960</id><published>2009-08-12T15:31:00.015+01:00</published><updated>2009-08-12T19:32:12.677+01:00</updated><title type='text'>ir ao mesmo pé de couve</title><content type='html'>"- Então foram ao mesmo pé de couve e não se viram?" Na verdade fomos foi ao cinema, no mesmo dia, no mesmo local e à mesma hora. Soubémos depois da coincidência e estávamos a comentar o facto, quando a minha mãe se saiu com a história do pé de couve.&lt;br /&gt;"Era uma história que o Ti Germano contava...ou será que era o Ti Nóbrega? Já não sei quem era..." Tratava-se da história de dois homens que foram à serra apanhar couves no mesmo pé de couve e não se viram. "-Devia ser um pé de couve bem grande", observou a minha mãe, que não se lembra de mais nada da história. O que ficou foi a expressão "ir ao mesmo pé de couve", para estes casos em que as pessoas vão ao mesmo sítio, estão praticamente encostadas uma à outra, e sabe-se lá porquê não se vêem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7909481-5381690264506373960?l=o-rabo-do-gato.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/feeds/5381690264506373960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7909481&amp;postID=5381690264506373960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5381690264506373960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7909481/posts/default/5381690264506373960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2009/08/ir-ao-mesmo-pe-de-couve.html' title='ir ao mesmo pé de couve'/><author><name>Lília</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>sereia.da.ilha@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08590193569067454484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>